Um sprint a equipa fez 59 pontos. Recorde. Toda a gente saiu da review feliz. No sprint seguinte, fez 21. E veio a angústia, o que é que correu mal?
Provavelmente nada. Só estás a olhar para a velocity da maneira errada.
A velocity é das primeiras métricas que qualquer equipa adota, e das que mais depressa vira troféu. Velocity a subir parece equipa a melhorar. Um pico parece um feito. E o instinto seguinte é tratar esse pico como o novo normal e planear em cima dele.
É aqui que começa o problema.

A velocity que salta de sprint em sprint. Bonita de ver, fraca para prometer datas.
Velocity não é para crescer, é para estabilizar. Não serve para medir esforço nem para comparar equipas. Serve para uma coisa só: prever quanto a equipa consegue entregar no próximo sprint com alguma confiança. E para prever, o pico é a pior referência que podes usar. Um sprint de 59 pontos não se repete a pedido, foi âmbito mais leve, foi sorte, foi uma semana sem interrupções.
Repara noutra coisa neste gráfico. Os pontos saltam de 21 a 59, mas o número de itens mexe muito menos, quase sempre entre 11 e 16. Ou seja, a equipa entrega um ritmo parecido de trabalho, o que muda é como estima os pontos. Isto diz-te que a mediana conta muito mais do que qualquer sprint isolado.
E é isto que um bom gráfico de velocity mostra. Não só as barras, mas a mediana histórica, e um compromisso sugerido abaixo dela, à volta de 80 por cento. Não é um alvo para espremer a equipa, é um ponto de partida realista para não prometeres o que não consegues cumprir.

A mesma equipa, agora com a mediana e um compromisso realista.
De que adianta um recorde se não o consegues repetir? De que adianta uma média alta se metade dos sprints fica muito abaixo? De que adianta planear com o teu melhor dia em vez do teu dia normal?
No Pulse, o Velocity Chart mostra a entrega por sprint em itens e em pontos, com a mediana de cada um e um compromisso sugerido a 80 por cento da mediana. Vês num relance se a tua entrega é estável ou uma montanha russa, e passas a planear com o número realista, não com o troféu.
Business Agility não é entregar cada vez mais. É entregar de forma previsível, sprint após sprint, e conseguir prometer com confiança. Uma equipa madura não celebra o pico, celebra a estabilidade.
Então fica a pergunta para o teu próximo planning: estás a comprometer com base no teu melhor sprint, ou no teu sprint típico?
Queres ver a tua velocity com a mediana e um compromisso realista, a partir dos teus próprios dados? O Business Agility Pulse liga ao teu Jira e mostra isto num relance. Conhece em businessagilitypulse.com


